| De Volta
De repente, saído do fundo do silêncio, surges como um furacão.
A tudo devastas.
Tu me reviras o norte,
Faz a minha morte, perco o rumo,
Desalinho os passos, os sonhos embaraço,
Desfaço o trato,
Digo o que não digo,
Sinto o que havia esquecido.
Tudo é desordem, loucura ,
E é tão bom ver quebradas as normas.
Estás de volta como se nunca houvesses ido.
Como sempre foi e será.
Essa magia de acontecer sem querer saber porquê...
Alço vôos.
Sonho sonhos adormecidos e ao comando de tua palavra.
Sigo teu passo, teu traço, meu espaço em teu olho de aço, submissa
me faço.
Rebelo-me por não ter teu jugo,
Por querer esse louco desejo de em ti pensar e tremer a cada encontro,
Temendo a partida,
Querendo ficar assim tão doida,
Tão dada, tão descabida e confessada.
Francisca Hardy
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