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Pessoa por Pessoa
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"Quando
me sento a escrever versos
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Fernando António Nogueira Pessoa, Nasceu em Lisboa, freguesia dos Mártires, no prédio n. 4 do Largo de S. Carlos (hoje no Directório), em 13 de junho de 1888. Filiação: Filho de Joaquim de Seabra Pessoa e de D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira. Neto paternal do General Joaquim António de Araujo Pessoa, combatente das campanhas liberais , e de D. Dionísia Seabra ;neto materno do Conselheiro Luís António Nogueira, jurisconsulto, e que foi director-geral do Ministério do Reino e de D. Madalena Xavier Pinheiro. Ascendência geral - misto de fidalgos e de judeus. Profissão:
A designação mais própria será
'tradutor', a mais exata a de 'correspondente estrangeiro em casas
comerciais'. O ser poeta e escritor não constitui profissão,
mas vocação. Ideologia Política: Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação orgânicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver plebiscito entre regimes votaria, embora com pena, pela República. Conservador do estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservantismo, e absolutamente anti-reacionário. Posição Religiosa: Cristão gnóstico, e portanto inteiramente oposto a todas as Igrejas organizadas, e sobretudo à Igreja de Roma. Fiel, por motivos que mais adiante estão implícitos, à Tradição Secreta do Cristianismo, que tem íntimas relações com a Tradição Secreta de Israel ( a Santa Kabbalah ) e com a essência oculta da Maçonaria.
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Posição Patriótica: Partidário de um nacionalismo místico, de onde seja abolida toda inflitração católica-romana, criando-se, se possível for, um sebastianismo novo, que a substitua espiritualmente, se é que no catolicismo português houve alguma vez espiritualidade. Nacionalista que se guia por este lema: "Tudo
pela Humanidade;
nada contra a Nação". Posição Social: Anticomunista e anti-socialista. O mais deduz-se do que vai dito acima. Resumo destas últimas considerações: Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos : a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania.
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