Ofertório

Aceita, querida Sofia,
os versos que aqui te envio,
neste caderno-postal.

São os meus versos todos!
Entre eles,
encontrarás, por certo,
os que te dediquei
neste NATAL.
São apenas versos,
de pouco valor,
que te envio
em vez de flores.
A minha ousadia
tem um sentido, apenas:
dizer-te que o som-murmúrio
dos teus poemas
permaneceram
no meu ouvido duro,
como o marulhar das ondas
num Búzio de Cós,
calcário puro, nacarado,
como poesia em nós.

Fernando Costa Quintais