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Escort
Era um maldito carro vermelho estacionado
(da época em que o meu era azul)
que me buzinava, fantasmagórico
o que eu devia ou não ter escrito, sido e falado.
Que mudei ao querer mudar,
agir pouco e errado
e fazer um poema pra compensar?
Havia uma sombra no carro...
Havia uma sombra no carro...
Havia uma sombra no carro...
E no meio de mim,
a vontade de não seguir caminho
e mandar um e-mail depois, de noite, despreocupado.
Sou especialista em fuga: prendam-me.
3/9/02
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