Não ser estrela, mas brilhar...

Não sou estrela
Muito menos brilho
Pois não tenho brilho próprio
Dependo de ti
ó Musa que fala
que canta e anda Mundos..

Nasci na regência da Estrela Sol
No terceiro decanato que brilhou a Luz
quando as janelas de minh'alma se fizeram refletir...

A partir daquele Agosto passei a girar
enquanto luas me alimentavam
enquanto o fogo corpóreo me fazia terra
"Sois barro menino e serás amassado"...
Talvez essa teria sido a fala Divina
Talvez estrela eu vire na última fala do Poeta Maior?!...

Girei em torno de mim mesmo atônito
estava conhecendo o mundo
estava conhecendo outro mundo
ou estaria vindo de um outro mundo moribundo
No clarão da luz que Santa me Dera
Santo dia de quimera
No movimento de translação materno
larguei as duas luas gêmeas da vida
então comecei a girar em torno do sol
mas fiquei enjoado e fiz vômito...

Aprendi a rimar desde pequeno
no leve girar do sol
no fragrância suave do girassol
na pedra que fez brilhar diamante
amante do dia que me fiz
dia do amante feliz
dia em que Luas Gêmeas encontrei
dia em que Gêmea-alma Amei

A poesia se fez em mim como cria
parecia ter plagiado aquela agostina magia
natalícia a prosa se esvaia da placenta
entre os cios da filosofia rara
entre os fios do saber milenar
entre os cílios dos lunáticos olhos
entre as pernas da Musa Lua
Esse satélite que se fez Estrela
Essa lua que se fez Sol
Essa mulher que me pirou
inspirou em mim tu ó Mulher-Lua-Sol...
Dia e noite Lua-Sol; Sol-Lua; SoLua...

Eustáquio Braga