Inverno

Inverno errante
De caminhos impuros
Castiga os ossos do viajante
Deixa sentimentos inseguros
A lua bóia morta num cálice de vinho
Jaz a alma exposta no meio do caminho
Ouve-se último lamento
É a paz que luta neste momento
Triste réquiem noturno
O olhar nasce no brilho de uma estrela
E morre na geada dos anéis de saturno
Foi tempestade
Foi furacão
Foi maré alta
Agora é solidão.