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Asas do destino
As asas do destino me abraçam novamente...
O vento frio está voltando.
Tantas vezes...
Os sonhos nunca foram tão perversos e tão irrealizáveis...
Há uma distância incontida entre nossos portos.
Há uma loucura desenfreada que vem de mim.
Os açoites do dia-a-dia me repreendem.
Todas as faces voltadas pra mim, me condenam em silêncio.
Mas gosto das horas que podemos ficar juntos.
O resto se resume a nada.
Se pudesse mudar os fatos...
Mas são tantos e pra mim já se tornaram até fardos...
Eu procurei nunca mais sonhar, não desejar...
Mas as coisas acontecem...
Frutos das sementes que semeamos.
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