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Despedida
Não sei se roubei-te,
Ou se nunca foste.
Pairo nessa dúvida.
Só sei que não quero ver-te e nem saber,
Que deleitou-se em outra boca
E corpo novamente.
Mas acho que fui eu,
Quem tu nunca deverias ter sentido,
Gostado e marcado.
Nem mesmo em sonhos,
Chegar a saber algo de mim
E ainda ouvir da minha canção.
Do meu corpo tomar conhecimento,
Do meu gemido ter sido responsável.
NÃO! Nunca deveria ...
E agora que muito provocaste
E tanto deixaste ...
Faz exato o que tu és.
E eu nessa luta interna,
Por saber que eu mesma ei de cumprir
O que prometi após ceder-te,
Simplesmente e dificilmente
Esquecer-te.
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