O cão e o mendigo

Vira lá o vagabundo
A fêmea bem tratada
E a dona carregadas.
O corpinho carcomido levantara.
O focinho mais que o vento tocara.
Como a um dono ao mendigo vai
recostado noutro canto.
O humano amigo, meio tonto,
Ri do rabo arisco
E de leve o sorriso que traz consigo
Leva à cabeça do cão
áspera mão desterrada
Do trabalho e da gratidão.

No gesto mostraram
à mulher e à cadela
não apenas fealdade.

um do outro, donos de verdade
nunca foram e se guiam
neste e em outros atos
pela a mesma veleidade
Estando neste e em outros pontos
Nós quatro em pé de igualdade.