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Instante
Por torrentes caudais esbravejando,
vem e volta a vida,
em noites de crepes brumosas.
Uma estrela azul ao passar um anjo se debruça e sussurra,
o que dizeis com um rumor
de prece,corre a face da terra
e ao céu é levado pelo vento!
Ergo meus braços que
murmuram !
Quando o instante doce,
sobre véus de opala
há de chegar?
Indo noite nemorosa,
onde o vento é um choro,
tenho frio e ardo em febre,
do amor que clama por todo meu ser.
Amorosa e sensual,
tenho cede dos teus beijos,
ardentes rutilantes de paixão!
Rondando em sonhos
a tua porta te chamo,
e me aventuro!
Efigênia Mallemont
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