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Fera
Na fuga dos meus piores momentos
deparei-me em uma uma avalanche
de ressentimentos
Perdi...
pra me encontrar.
No silencio dos marcados deslizes
busquei sentido
razão efêmera pra quem não quer recordar.
Laços de comunhão que se rompem
verdade iniludível
da razão decomposta fostes em meus dias
inflexível.
Fugaz se fez um prometido sonhar
haurir nas primícias semeadas
nada mais restou... feito fim
devaneios de ilusões ja passadas.
Percebo então, que
sem sonho a vida é divisa
onde o canto é pranto
onde a morte ironiza
debruçando seu manto
Crédula pensante imaginava
que sem você a vida fosse um nada
poeira de estrada
resquísios do fim
Despedaçada a alma chora
ferida que não cicatriza
adormeceu no peito a fera
hoje, dor que eterniza
do que um dia já foi quimera.
Da tristeza proclamada,
detentora de sentimentos
fez-se anúncio a recordação
momentos destituidos de saudades,
restando tão sómente o lamento e a solidão.
Elizabeth Misciasci
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