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Sou o vento
Veloz como vento,
Tranqüila feito brisa macia.
Tranco-me em mim
Como ostra vazia.
Como num convento
Esperando àquele que me acaricia.
Viajo sobre nuvens branquinhas
Vendo por cima todos seus movimentos.
Não me conformando,
Por não estar em seu templo
Com a pérola da sua companhia
Dádiva que me alumia.
Preciso como do ar
De um momento.
Minuto que esclareça
Essa enorme desavença.
Ilusão do lindo dia
Fulgor da noite em eterna agonia.
Preciso ver,
Acreditar que está perto
Para não parar de respirar.
Voltar suspirando
À vida sem despedidas.
Quem sobrevive,
Sem luz, alimento e a vital energia?
São esses principais elementos
Para uma mulher sadia.
Sou como vento.
O Sol irradia
O doce calor
Ardência dando alento
Sombreando o dissabor.
Quisera eu que nunca
Parasse de seus raios
Minha pele tocar,
Meus pelos arrepiar,
Minha vida iluminar e
Meu amor soar.
02/01/2003
Cristiana de Barcellos Passinato
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