Visão do prelúdio

Deixa brilhar o orvalho matinal
das rosas em lágrimas benditas
neste coração-berço como sinal.
É a aurora das baladas infinitas.

Deixa jorrar as cascatas poentes
das searas intensas deste final
No ocaso do berço solene que agita.
É a badalada sonora do amor afinal.

Deixa a terra suplantar docemente
os vãos invisíveis da ternura trança,
preenchendo de carícias o suspiro presente.

Deixa o barco da luz radiante
ascender a estrela imortal das horas,
levando o trinar dos pássaros adiante.
É o amor do mar eterno das almas sonoras.

Conceição Di Castro