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Cio da cidade
Na cidade, o silêncio ao sono convida
A calmaria num pulsar latente se torna
Quando tudo se apresenta sem vida
Um estranho evento a transforma
Os poetas despertam os Eus
Soltam gritos calados em prosa
Provocando os grandes deuses
E a poesia se ambiencia glamourosa
Os amantes entregam-se às vibrações
Desses gritos enérgicos imperiosos
Transformando-se em notáveis vulcões
De amores sem par... inescrupulosos
Animais na inquietude levantam
E se unem em uma grande elegia...
Uivos, silvos, bramidos... se agigantam
Promovendo uma selvagem orgia
Anciãos já não são mais tão idosos
Cantam, e dançam lembrando outrora,
E se abraçam, e se beijam impetuosos,
E se amam ao som da antiga vitrola
Árvores bailam com a melodia do vento
Sementes se espalham incólumes no ar
Possuindo a terra em fértil momento
Gerando a vida... natureza a criar...
Quando tudo volta a ser como antes
Todos clamam aos poetas - "Por favor!
- Soltem gritos calados, contagiantes!
- Nós queremos nova explosão de amor!"
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