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Silêncio
Silêncio.
Incrédulos, meus olhos percorrem a vasta extensão
de vazio que se concentra ao meu redor.
Há somente a falta de tudo no ar.
O frio que sinto, prenúncio sub-reptício de ausência da vida,
Exorta meus sentidos a procurarem abrigo na poesia.
Minha essência divaga no mar revolto das minhas necessidades
onde enormes ondas de dúvida e desejo brincam com meu ser.
Desamparado, vejo o despertar do medo:
Tenho medo do medo.
Carlos Sant´Anna
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