O eterno sentido
(Para Mamma Arneyde)

Nas melodias que o vento sopra
Ao longo dos tempos vividos
Um sentido de ouvir
A música do primeiro baile

Nas manhãs de todas as estações
O sol que desperta os dias
Um sentido de ver
A beleza do primeiro rosto

Na mistura de fragrâncias silvestres
As flores que embelezam os campos
Um sentido de cheirar
O aroma do corpo amado

Nas noites de quentes frenesis
O suor amargo de tua pele
Um sentido de paladar
Do gosto doce de tua paixão

Ns mãos que tocam e acariciam
A vida de todas as formas
Um sentido de tato
Da energia de teu ser

Lembrar da melodia de tua voz,
da beleza de teu rosto,
do cheiro do teu corpo amado,
do doce de tua paixão
e sentir a energia de teu ser,
são os sentidos do amor presente

Eternamente em minha vida...

01 de janeiro de 2004

Cândido Pinheiro