Lua de prata

Alva nudez translúcida no firmamento
Forma que movimenta o universo apaixonado
Desliza suave por entre as nuvens
Banhando de prata os corações enamorados

Solitária fortuna no negro celeste
Herança de amor de todos os desejos
Suave manto de amor e luz
As noites iluminando com seus beijos

Testemunha fiel de muitas paixões
Cheia de alegria transborda
Míngua em lágrimas a sua face
Nos desencontros de nossos corações

Nova se reconcilia no amor verdadeiro
Jovem promessa de muitas noites
Quarto de amor crescente
Em corpos de volúpias ardentes

Fada madrinha de poetas apaixonados
Escrita ao mundo dos corações
Em linguagem de prosa e verso
Gira em todo o universo

04 de janeiro de 2004

Cândido Pinheiro