Amor de amante

Ouço o amor,
mesmo no silêncio de seus lábios,
nas músicas que ouvi um dia
ou nas carícias que correm pelo corpo.

Seus braços transmitem carinho,
na carência o aconchego,
o frio aparece cedo quando está longe,
então chamo, às vezes grito por socorro.

Faltava algo em meu coração,
os líquidos fluíam normalmente,
ainda preciso de mais,
algo que me faça voar, ir aos céus.

Somos carne, almas e amantes,
fazemos tantas paixões aflorarem,
no quieto do quarto, na rua,
somos puros e impuros, mas amor.

Preciso continuar prisioneiro e seu,
vou me esconder milhares de vezes,
quero ser exilado e preso,
qualquer amor não serve, tem que ser especial.

Palavras perturbam e não mostram nada,
carinhos simplesmente viram paixão,
as almas têm que comungar, ficarem juntas,
quando os espíritos casam, nasce amor.

Caio Lucas