|
Viver
Preciso das luas,
do sol a qualquer hora,
o salgado das lágrimas.
Quero o doce do mar,
o controle descontrolado
e um nu perfeito de corpos.
Sou o dedo que mostra o caminho,
a alma virgem e impura
ou um alguém que ama.
Acredito na vida,
duvido dos homens,
cuido de meu corpo e do outro.
Sei que para você posso confessar,
vou continuar no meu dia a dia,
mesmo sentindo as fraquezas.
Tenho maneiras, manias,
um dia estarei seguro de mim,
de você, só posso pertencer.
Existem muitos gigantes em mim,
não posso me esquecer por aí,
nas tristezas todos são iguais.
Depois sonho mais,
quero ser parte, o pedaço maior,
vou me repartir para não te perder.
Me encontre, estou indo em frente,
estou dentro de alguma escuridão,
mesmo sem luz tento ver o amor.
As paixões me assustam,
tento me esconder na multidão,
duvido se existe ou não alguém por mim.
Ouço o apelo do meu coração,
mesmo não sabendo tomar conta de mim,
não me condeno a viver sozinho.
Deixei restos de mim por aí,
talvez um dia posso seguir,
primeiro tenho que me fazer forte.
Fechei meu coração de todas as formas,
preciso e quero lhe pertencer,
grite, tenho o amor adormecido.
Sei que as tristezas vêm,
posso fazer de conta e esquecer,
ainda somos sonhos, dividimos ou não.
Não estamos completamente perdidos,
temos alguns cacos de paixão,
junte tudo, cole no peito e me ame.
Fui encontrado e dei amor,
sabendo que não é para sempre,
hoje, posso e vou continuar.
Caio Lucas
|