| Soneto nº 12 - Do amante Ai, a carne é fraca, não tem discussão E eu, que enfraqueci mulher de amigo Evito o meu quarto, dormir não consigo Vejo-me à noite: atento a qualquer som! E isso advém de o seu quarto afinal Ser contíguo ao meu. O que me consome É que eu ouço tudo, quando ele a come E se não ouço, penso: é pior o mal! Se já tarde os três bebemos um copito E eu noto que o meu amigo não fuma E, quando a mira, põe olhos em bico Encho o copo dela a deitar por fora E obrigo-a a beber, se não colabora, P'ra ela à noite não dar por nenhuma. (Tradução de Aires Graça) |