| Hábitos de amar Não é exacto que o prazer só perdura. Muita vez vivido, cresce ainda mais. Repetir as mil versões prévias, iguais É aquilo que a nossa atracção segura: O frémito do teu traseiro há muito A pedi-las! Oh, a tua carne é ardil! E a segunda é, que traz venturas mil, Que a tua voz presa exija o desfruto! Esse abrir de joelhos! Esse deixar-se coitar! E o tremer, que à minha carne sinal solta Que saciada a ânsia, logo te volta! Esse serpear lasso! As mãos a buscar-me. Tua a sorrir! Ai, vezes que se faça: Não fossem já tantas, não tinha tanta graça! (Tradução de Aires Graça |