Ó doce, ó bela, ó desejada Elmira

XLIII

Os suaves eflúvios, que respira
A flor de Vênus, a melhor das flores,
Exalas dos teus lábios tentadores,
Ó doce, ó bela, ó desejada Elmira.

A que nasceu das ondas, se te vira,
A seu pesar cantara teus louvores;
Ditoso quem por ti morre de amores!
Ditoso quem por ti, meu bem, suspira.

E mil vezes ditoso o que merece
Um teu furtivo olhar, um teu sorriso,
Por quem da mãe formosa Amor se esquece!

O sacrílego ateu, sem lei, sem siso,
Contemple-te uma vez, que então conhece
Que é força haver um Deus, e um paraíso.