Distingo de Marília as mãos formosas
XXXI
De cima destas penhas escabrosas
Que pouco a pouco as ondas têm minado,
Da lua co(m) reflexo prateado
Distingo de Marília as mãos formosas.
Ah! Que lindas que são, que melindrosas!
Sinto-me louco, sinto-me encantado;
Ah! Quando elas vos colhem lá no prado
Nem vós, lírios, brilhais, nem vós, ó
rosas!
Deuses! Céus! Tudo o mais que tendes feito
Vendo tão belas mãos me dá desgosto;
Nada, onde elas estão, nada é perfeito.
Oh! quem pudera uni-las ao meu rosto!
Quem pudera apertá-las no meu peito!
Dar-lhes mil beijos, e expirar de gosto.
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