Adeus, ó mundo! Ó natureza! Ó
nada!
LVIII
Se o grande, o que nos orbes diamantinos
Tem curvos a seus pés dos reis os fados,
Novamente me der ver animados
De modesta ventura os meus destinos:
Se acordarem na lira os sons divinos,
Que dormem (já da glória não lembrados)
Ao coro eterno cândidos, e alados
Honrar com ele um Deus ireis, meus hinos;
Mas, da humana carreira inda no meio
Se a débil flor vital sentir murchada
Por lei que envolta na existência veio?
Co(m) a mente pelos céus toda espraiada,
Direi, de eternidade ufano e cheio:
Adeus, ó mundo! Ó natureza! Ó nada!
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