| Soneto para um amigo que sofre de tédio
Abre a janela da felicidade
e olha o mundo que canta e ri, lá fora!
Vai pela noite. Ela tem alma, que há de
compreender o amargor que te devora.
Há prazeres demais pela cidade,
para se perdoar alguém que chora...
Procura um bar. (A embriaguez nos persuade
de que o sol do amargor não tem aurora!)
Vai! Andam louras oxigenadas
esperando por ti, pelas calçadas,
sob as luzes dos postes sonolentos...
E amanhã notarás, quando voltares,
teus gestos a zombar de teus pesares
e o amor a cantar na voz dos ventos!
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