O carneiro

A faca do dono
furtou-lhe as maduras manhãs
e o olhar pacífico.
Na cabeça esfolada e vermelha,
o olhar é crítico.

Não contra a sesta do dono,
mas contra os senhores do mundo
e seus jogos da Morte.
Jogos que também lançam o homem
contra o homem,
nas conferências pró-paz
e nas guerras de muitos megatons.

Mas o carneiro sorri, irônico,
do dono e de sua bomba
e vai matar o homem em sua
gula sarapatel.