Sonetos para o Serra

I

Mandou-me o Serra poesia extensa
Versos piegas de consolação,
Poema grávido de esperança imensa
Um largo aceno pra conformação.

Ora, a realidade é confusão
Por mais que nos console a tua crença,
A miséria do mundo é maldição
Que não permite nenhuma indiferença.

Constato no poema o que eu já disse:
Se é certo que a divindade existe
Está cego pros males que há na Terra.

O mundo jaz no mal? Que sorte triste!!!
Procuro paz no mundo e vejo é guerra
Não vejo o amor de que me fala o Serra.

Barros Alves