Cibernética

Teu sorriso passeia
Nas ondas cibernéticas
Livre das amarras
Sua timidez se esconde
Num teclado que
Serpenteia palavras
Em meios tons
Atrás da tela
Divisas caras metades
Marcadas pelo enfastio
Durante horas mudas
Desfilam confissões
Picantes ou chorosas
Desfrutas do conforto
De escritórios confortáveis
Ou pequenas salas pacatas
Teu rosto não importa
Se te fazes presente
O virtual não tem formas
Te aceita ou não
Verdadeiro ou falso
Real ou inventado
Que diferença faz?
Será esse o futuro?
Uma grande mentira
Diante da frieza de uma máquina
Encontros e desencontros
Sem o sabor da pele
Sem o toque das mãos...