As mais amargas

Sou-me tão exigente
Que quando exijo um pouco de outrem
Firo sem querer ferir.
Não importa
Por qual caminho que eu vá
O peso insuportável da minha arrogância
Cansa-me rapidamente.
Sento e sinto uma dor maior que me constrange.
Choro as mais amargas lágrimas
Que me rolam,
Bate-me o vento gélido da solidão,
Cobre-me o manto oportuno do bom senso,
Critico-me e juro de alma posta
Que jamais serei o que não consigo ser.
Levanto, o perjuro,
E sigo meu caminho à passos lentos
Que não hão de me levar a lugar algum.
Armindo Lima da Silva