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Ritmo certo
Quem houve nas horas nítidas
Das águas numerosas?
Minhas barbatanas de pássaro livre
Prolongam-se em abraços
De criança tardia.
Lábios fosforescentes erguem-se,
Dos meus olhos, como fogo,
Crepitando, no gelo da fantasia.
Navego muda e alada, na sombra
Do mesmo espaço,
Procurando, com a vida,
O ritmo certo de minhas imagens.
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