Quero espadas...

Que me dêem a razão ,
O brilho da verdade...
Não, adaga da crueldade
Que feriu meu coração.

Na luta...
A espada é leal .
Para sofrer
Tem de haver razão...
Porque sinto este mal .
No meu peito a doer,
Este pobre coração...

O punhal da vil traição,
Destroçou a minha vida;
Abriu em mim a ferida
Ceifou em minha ilusão...

Não quero mais viver.
Que a espada
Abra o meu peito,
Acabe com o meu sofrer ...
Pois da ferida rasgada
Vai colorir o teu leito,
Do vermelho do meu ser...

E no etéreo...
Não vejo imundice .
Não penses no que te disse ;
Será o nosso mistério...

Podes amar, já és livre
Pois este coração que amou ,
Neste momento acabou.
Foste o pouco que tive.
Nada mais quero ter,
Pois desisti de viver...

Sines - Portugal
11.01.04

António Zumaia