Zico, sinônimo de gols, títulos e de maior ídolo rubro-negro

Marcelo Senna

Ídolo. Substantivo masculino. Estátua ou simples objeto cultuado como deus ou deusa; pessoa a quem se tributa respeito ou afeto excessivo, diz o Dicionário Aurélio. Para 35 milhões de rubro-negros espalhados pelos quatro cantos do país, a definição é muito mais simples. Tem apenas quatro letras. Z-I-C-O.

Não há um só torcedor do Flamengo capaz de titubear na hora de dizer o nome do maior jogador do clube em 107 anos de história e o craque que lhe proporcionou as maiores emoções no futebol. Zico personificou a imagem de ídolo da nação rubro-negra. Idolatria que o conquistou com 831 gols, mais de 20 títulos e 22 anos vestindo a camisa rubro-negra.

Dos primeiros passos em 1967, até a despedida do clube em 1989, o Galinho teve seu auge em fins dos anos 70 e início dos 80. Foram um tri estadual, um tri brasileiro, e as inesquecíveis conquistas da Libertadores e do Mundial Interclubes em 1981. Nesse período, Zico se transformou numa espécie de deus e mitificou a camisa 10 da Gávea.

- Zico era a estrela daquela companhia, mas nunca precisou dizer isso. Mostrava em campo, com seu talento, e fora, com seu profissionalismo. Naquele time, todos tinham consciência disso. Quando a coisa estava feia, sabíamos que tínhamos de arrumar uma falta para o homem decidir - diz Júnior.

A inevitável ida para o Udinese criou um hiato entre 83 e 85. Mas Zico voltou para os braços de sua nação. Ganhou mais um Brasileiro, em 87. Mas suas pernas massacradas pelas chuteiras desleais estavam cansadas. O ídolo fez sua última partida oficial em 2 de dezembro de 1989: 5 a 0 no Fluminense, em Juiz de Fora, num último ato para 13.783 privilegiados. Do gramado, Zico foi direto para o pedestal.