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Roberto Marinho: Uma vitória em famíliaRoberto Marinho sempre quis ser visto como um brasileiro que acredita na força do trabalho e que passou essa crença adiante, uma espécie de legado aos filhos.
Estes, todos do primeiro casamento, com Stella Goulart, seriam quatro: Roberto Irineu Marinho (nascido em 13 de outubro de 1947), Paulo Roberto Marinho (em 25 de fevereiro de 1950), João Roberto Marinho (em 16 de setembro de 1953) e José Roberto Marinho (em 26 de dezembro de 1955). Do aprendizado à profissionalização, eles começaram como o pai: ganhando experiência nas empresas da família. Inclusive Paulo Roberto, que já trabalhava no GLOBO quando, em janeiro de 1970, com 19 anos, perdeu a vida num desastre de automóvel.
Após ocupar cargos-chave nos ramos de comunicação das Organizações Globo (Roberto Irineu, depois de dirigir a Rio Gráfica - atual Editora Globo - foi para a Rede Globo; José Roberto ocupou cargo correspondente no Sistema Globo de Rádio; João Roberto, como vice-presidente, representa no jornal a terceira geração da família de jornalistas) os três filhos passaram a integrar, ao lado do pai, um conselho responsável pelo alto comando e formulação de estratégias do grupo. Sempre mantendo como o pai o compromisso com a modernidade.
Roberto Marinho e Stella se casaram em 1946 e separaram-se em 1970, mas continuaram ligados pela amizade até a morte dela, em 1995.
- O casamento acabou, mas Roberto continua sendo meu grande amigo - disse Stella em 1989, quando o ex-marido se divorciava da segunda mulher, Ruth Albuquerque.
O ano de 89 foi especial para Roberto Marinho. Chamado por uma revista de "romance da década", o jornalista iniciou o namoro com sua terceira esposa, Lily de Carvalho. Ainda solteiros, os dois haviam se conhecido em 1939 e iniciado um namoro, que não progrediu porque, como o próprio Roberto Marinho contou, na época estava "casado com o trabalho". Passaram-se décadas sem que os dois se vissem. Um almoço em 1988 possibilitou o reencontro e o casamento foi realizado um ano depois.
Tinham muito em comum. Coisas boas, como o gosto pelas artes e pela cultura, e más, como a morte trágica de um filho. Ela também perdera o seu num desastre de automóvel, em 1966.
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